Contos: Estórias que ouvi por aí...
ROCHEDO
O significad...: Estórias que ouvi por aí... ROCHEDO O significado da palavra rochedo é gr ande massa de rocha escarpada. Temos um exemplo nesta bela fra...
Contos
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Estórias que ouvi por aí...
ROCHEDO
O significado da palavra rochedo é grande massa de rocha escarpada. Temos um exemplo nesta bela frase de Thomas Jefferson:
"Para os problemas de estilo, nada com a corrente; para os problemas de princípios, sê firme como um rochedo."
Como se pode ver, rochedo é sinônimo de fortaleza, bravura, e porque não dizer, firmeza de caráter? Pois é. Mas e um animal tem isso? Sabemos que alguns animais são fiéis aos seus donos mas essa fidelidade chega a esse ponto? Eles não pensam é certo mas têm sentimentos. Os sentimentos dos animais irão além daquilo que podemos definir ou entender? Quem sabe? Vamos então a comovente estória de Rochedo e sua dona, a Srª Odília.
Numa pequena cidade nordestina, vivia D. Odília e seus cinco filhos. Com parcos recursos, a pobre senhora tinha que trabalhar de sol a sol para dar o sustento de seus rebentos. O pai, um senhor de engenho muito cruel, era casado com outra e mantinha a pobre mulher num casebre distante, bem afastado de tudo e todos para que não soubessem das "suas". Uma não sabia da outra. Mesmo sendo rico, o homem não dava o que necessitavam os filhos para a vivência digna. Então, D. Odília era quem fazia a parte do homem e da mulher. O filho mais velho, tinha apenas dez anos. Mas era o seu ajudante na longa caminhada até a feira para a venda de seus quitutes famosos, deliciosos e tão aguardados pelos clientes. Mas um menino de dez anos não tem a resistência de um Rochedo. "Ah, Rochedo, meu amigo fiel", dizia D. Odília ao seu parceiro vendo o peso que carregava em seu lombo surrado. "Sem tu, que seria de mim? Sem marido vivo, sem tu, não". Há seis anos o burrinho fiel pertencia a D. Odília. Para ela, Rochedo não era só um burro como outro qualquer. Era o seu braço forte o seu ganha pão, o seu suporte nas horas difíceis. E como suportava tudo que lhe empilhava no lombo. Sem empacar. Parecia saber da necessidade da mulher de ter um alguém para lhe carregar pesos insuportáveis. Normalmente burros empacam é da sua natureza. Mas Rochedo, não. Ele era como o nome. E fez fama. Dezenas de senhores ofereciam dinheiro alto para comprar o animal. D. Odília não aceitava.
- De jeito nenhum! Quero nãããão! Rochedo é meu sexto filho. Lhe tenho muito apreço.
E o bicho era bem tratado. "é o mínimo que posso fazer por tu, meu filho", dizia D. Odília fitando os olhinhos dele. E era correspondida no olhar. As vezes parecia querer dizer-lhe algo. Como quem a perceber a situação da mulher e querer abrandar sua sofrência.
Mas no sertão de 1940, alguns homens são bestas de duas pernas. O pai das cinco crianças arranjou outra terceira mais nova e deu um ultimato a D. Odília.
- Vá embora daqui com seus filhos!
- Vô não! Tenho pra onde ir não! Eles são seus filhos também, homi!
O infeliz sacou uma arma, enfiou-lhe na testa e disse:
- Vai sair viva ou morta, o quê que tu prefere?
- Viva.
Chorando, lá se foi D. Odília, seus cinco filhos, a trouxinha de roupas e Rochedo que como sempre carregava o peso maior. A chuva era forte, os raios e trovões eram assustadores, a caminhada era longa. Em seus olhos não se sabia o que era lágrima e o que era água da chuva.
Ao chegar na casa do cumpadre, desfaleceu.
- Acode, meu véio. A cumadre tá caída no portão!
Foi socorrida e acolhida. Felizmente nem todos os homens do local eram bestas de duas pernas.
Refeita, no dia seguinte foi a feira. Tinha que partir com as crianças. Não podia levar Rochedo. Seu companheiro de tantas batalhas tinha que ficar. Quando anunciou sua venda, foi um Deus nos acuda! A homarada se aglomerou e foi um tal de dou mais, dou mais, venda pra mim. Até que Rochedo foi negociado e lá mesmo na feira, D. Odília, não se conteve:
- Oh, meu Deus!Rochedo, meu filho, me perdoe.
- Não chore não, D. Odília, ele será bem cuidado! É uma promessa que lhe faço! Acalme-se!
- Ah, Rochedo, meu filho. Padre Cicero há de me perdoar e tu também. Um dia eu hei de voltar e te compro de volta!
Inconsolável lá se foi D. Odília e suas cinco crianças em busca de um amanhã melhor. Rochedo não pode ir.
Anos depois, D. Odília, inconformada com a separação de seu prezado ajudante, procurou saber notícias e escreveu uma carta aos compadres, querendo notícias.
Recebeu resposta e dizia assim a carta:
-Cumadre Odília, que esta lhe encontre com saúde e as crianças também. O seu companheiro já não existe mais. Foi ajudar São Francisco lá no céu. É, céu, porque uma criatura que nem ele só pode estar lá mesmo. Veja só o que se passou logo que a senhora se foi. O bichinho não comia, não bebia, não dormia. Ficou assim por vários dias. O cumpadre cuidou bem dele. Não quis nem botar Rochedo pra trabalhar pensando na promessa que lhe fez. Até que lhe arrumou uma tarefa mais leve. Tinha um sobrinho cego dos olhos e pôs Rochedo para tomar conta. Quando se via Rochedo amarrado nos boteco, já se sabia, ceguinho já tá bebendo de novo. Vivia caindo pelas ruas mas o burro lhe garantia o retorno são e salvo pra casa. Não precisava nem dele estar acordado. Era só subir. Rochedo sabia o caminho tivesse onde tivesse. O ceguinho era um sujeito desgostoso da vida por causa de sua condição e passou a beber por demais. Seu único companheiro era mesmo Rochedo, seu amigo de tantas batalhas, cumadre. Um dia o pobre cego resolveu que ia tirar a vida. Já que não prestava pra nada, ia dar cabo dela. Matutou, matutou em como seria. De revolver, não tinha. Uma facada no bucho, quem sabe? Nem cozinha ele tinha. Só um quarto véio pra dormir. Envenenado? Quem lhe iria servir a beberagem? Foi quando ouviu o apito do trem. Aí teve a infeliz idéia de se jogar. Aí o trem fazia o resto do serviço. Sabia os horários. Não ia usar Rochedo pois além de ser maldade com o bichinho, o burro sabia parar para o trem passar e depois seguir em frente. No dia seguinte, foi pro bar, tomou as suas talagadas e foi conversar com Rochedo. O infeliz tinha a estranha mania de conversar com o burrinho. Contou-lhe então que naquela noite não iria mais precisar dele para levar pra casa. E contou também o que pretendia fazer. Olha cumadre, por essa luz que me alumia, parece até que Rochedo ouviu e entendeu os planos do coitado. Quando o ceguinho quis carregar Rochedo pra amarrar, esse burro empacou dum jeito que nunca empacou na vida! Foi um furdunço só! E zuava, e pulava, e fez tanto barulho que o desenfeliz resolveu adiar o plano de dar cabo da vida. No dia seguinte contou a ocorrência para o tio, o homem que lhe comprou Rochedo. Aí ele contou pro ceguinho que Rochedo lhe salvou a vida de propósito pois nunca se vira nos dez anos de vivência daquele burro, empacar desse jeito. O ceguinho ficou tão comovido que decidiu viver. Entendeu que se um burro teve a querência de lhe poupar da morte, quem era ele pra não entender que a vida, de qualquer maneira, era pra ser vivida.
Um abraço cumadre, volte pra nos visitar, será sempre bem vinda.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
ROCHEDO
O significado da palavra rochedo é grande massa de rocha escarpada. Temos um exemplo nesta bela frase de Thomas Jefferson:
"Para os problemas de estilo, nada com a corrente; para os problemas de princípios, sê firme como um rochedo."
Como se pode ver, rochedo é sinônimo de fortaleza, bravura, e porque não dizer, firmeza de caráter? Pois é. Mas e um animal tem isso? Sabemos que alguns animais são fiéis aos seus donos mas essa fidelidade chega a esse ponto? Eles não pensam é certo mas têm sentimentos. Os sentimentos dos animais irão além daquilo que podemos definir ou entender? Quem sabe? Vamos então a comovente estória de Rochedo e sua dona, a Srª Odília.
Numa pequena cidade nordestina, vivia D. Odília e seus cinco filhos. Com parcos recursos, a pobre senhora tinha que trabalhar de sol a sol para dar o sustento de seus rebentos. O pai, um senhor de engenho muito cruel, era casado com outra e mantinha a pobre mulher num casebre distante, bem afastado de tudo e todos para que não soubessem das "suas". Uma não sabia da outra. Mesmo sendo rico, o homem não dava o que necessitavam os filhos para a vivência digna. Então, D. Odília era quem fazia a parte do homem e da mulher. O filho mais velho, tinha apenas dez anos. Mas era o seu ajudante na longa caminhada até a feira para a venda de seus quitutes famosos, deliciosos e tão aguardados pelos clientes. Mas um menino de dez anos não tem a resistência de um Rochedo. "Ah, Rochedo, meu amigo fiel", dizia D. Odília ao seu parceiro vendo o peso que carregava em seu lombo surrado. "Sem tu, que seria de mim? Sem marido vivo, sem tu, não". Há seis anos o burrinho fiel pertencia a D. Odília. Para ela, Rochedo não era só um burro como outro qualquer. Era o seu braço forte o seu ganha pão, o seu suporte nas horas difíceis. E como suportava tudo que lhe empilhava no lombo. Sem empacar. Parecia saber da necessidade da mulher de ter um alguém para lhe carregar pesos insuportáveis. Normalmente burros empacam é da sua natureza. Mas Rochedo, não. Ele era como o nome. E fez fama. Dezenas de senhores ofereciam dinheiro alto para comprar o animal. D. Odília não aceitava.
- De jeito nenhum! Quero nãããão! Rochedo é meu sexto filho. Lhe tenho muito apreço.
E o bicho era bem tratado. "é o mínimo que posso fazer por tu, meu filho", dizia D. Odília fitando os olhinhos dele. E era correspondida no olhar. As vezes parecia querer dizer-lhe algo. Como quem a perceber a situação da mulher e querer abrandar sua sofrência.
Mas no sertão de 1940, alguns homens são bestas de duas pernas. O pai das cinco crianças arranjou outra terceira mais nova e deu um ultimato a D. Odília.
- Vá embora daqui com seus filhos!
- Vô não! Tenho pra onde ir não! Eles são seus filhos também, homi!
O infeliz sacou uma arma, enfiou-lhe na testa e disse:
- Vai sair viva ou morta, o quê que tu prefere?
- Viva.
Chorando, lá se foi D. Odília, seus cinco filhos, a trouxinha de roupas e Rochedo que como sempre carregava o peso maior. A chuva era forte, os raios e trovões eram assustadores, a caminhada era longa. Em seus olhos não se sabia o que era lágrima e o que era água da chuva.
Ao chegar na casa do cumpadre, desfaleceu.
- Acode, meu véio. A cumadre tá caída no portão!
Foi socorrida e acolhida. Felizmente nem todos os homens do local eram bestas de duas pernas.
Refeita, no dia seguinte foi a feira. Tinha que partir com as crianças. Não podia levar Rochedo. Seu companheiro de tantas batalhas tinha que ficar. Quando anunciou sua venda, foi um Deus nos acuda! A homarada se aglomerou e foi um tal de dou mais, dou mais, venda pra mim. Até que Rochedo foi negociado e lá mesmo na feira, D. Odília, não se conteve:
- Oh, meu Deus!Rochedo, meu filho, me perdoe.
- Não chore não, D. Odília, ele será bem cuidado! É uma promessa que lhe faço! Acalme-se!
- Ah, Rochedo, meu filho. Padre Cicero há de me perdoar e tu também. Um dia eu hei de voltar e te compro de volta!
Inconsolável lá se foi D. Odília e suas cinco crianças em busca de um amanhã melhor. Rochedo não pode ir.
Anos depois, D. Odília, inconformada com a separação de seu prezado ajudante, procurou saber notícias e escreveu uma carta aos compadres, querendo notícias.
Recebeu resposta e dizia assim a carta:
-Cumadre Odília, que esta lhe encontre com saúde e as crianças também. O seu companheiro já não existe mais. Foi ajudar São Francisco lá no céu. É, céu, porque uma criatura que nem ele só pode estar lá mesmo. Veja só o que se passou logo que a senhora se foi. O bichinho não comia, não bebia, não dormia. Ficou assim por vários dias. O cumpadre cuidou bem dele. Não quis nem botar Rochedo pra trabalhar pensando na promessa que lhe fez. Até que lhe arrumou uma tarefa mais leve. Tinha um sobrinho cego dos olhos e pôs Rochedo para tomar conta. Quando se via Rochedo amarrado nos boteco, já se sabia, ceguinho já tá bebendo de novo. Vivia caindo pelas ruas mas o burro lhe garantia o retorno são e salvo pra casa. Não precisava nem dele estar acordado. Era só subir. Rochedo sabia o caminho tivesse onde tivesse. O ceguinho era um sujeito desgostoso da vida por causa de sua condição e passou a beber por demais. Seu único companheiro era mesmo Rochedo, seu amigo de tantas batalhas, cumadre. Um dia o pobre cego resolveu que ia tirar a vida. Já que não prestava pra nada, ia dar cabo dela. Matutou, matutou em como seria. De revolver, não tinha. Uma facada no bucho, quem sabe? Nem cozinha ele tinha. Só um quarto véio pra dormir. Envenenado? Quem lhe iria servir a beberagem? Foi quando ouviu o apito do trem. Aí teve a infeliz idéia de se jogar. Aí o trem fazia o resto do serviço. Sabia os horários. Não ia usar Rochedo pois além de ser maldade com o bichinho, o burro sabia parar para o trem passar e depois seguir em frente. No dia seguinte, foi pro bar, tomou as suas talagadas e foi conversar com Rochedo. O infeliz tinha a estranha mania de conversar com o burrinho. Contou-lhe então que naquela noite não iria mais precisar dele para levar pra casa. E contou também o que pretendia fazer. Olha cumadre, por essa luz que me alumia, parece até que Rochedo ouviu e entendeu os planos do coitado. Quando o ceguinho quis carregar Rochedo pra amarrar, esse burro empacou dum jeito que nunca empacou na vida! Foi um furdunço só! E zuava, e pulava, e fez tanto barulho que o desenfeliz resolveu adiar o plano de dar cabo da vida. No dia seguinte contou a ocorrência para o tio, o homem que lhe comprou Rochedo. Aí ele contou pro ceguinho que Rochedo lhe salvou a vida de propósito pois nunca se vira nos dez anos de vivência daquele burro, empacar desse jeito. O ceguinho ficou tão comovido que decidiu viver. Entendeu que se um burro teve a querência de lhe poupar da morte, quem era ele pra não entender que a vida, de qualquer maneira, era pra ser vivida.
Um abraço cumadre, volte pra nos visitar, será sempre bem vinda.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Estórias que ouvi por aí
Gosto de criar contos. Rápidos e fáceis de serem lidos e entendidos. Não são estórias reais, mas são baseadas em fatos reais. Até hoje os meus contos não haviam saído dos meus pensamentos. Hoje resolvi tira-los daqui de dentro. Lá vai. Lembrem-se, são baseadas em fatos reais.
Um rapaz chamado Denis, de vinte anos, cuja mãe buscou ser feliz com um homem nada bom, e o pai morava num estado distante e não tinha a menor intenção de ter contato com ele, cometeu um erro numa empresa e foi mandado embora por justa causa. Lá ele havia conhecido e apaixonou-se por uma mocinha de dezenove anos, muito bonita chamada Letícia. Ele envolveu Letícia na transação errada e a menina também acabou sendo pressionada a sair do emprego. Apesar do deslize, Denis foi apresentado a família da moça. Letícia contou pra família toda a vida do namorado com sua família. O abandono da mãe, o desprezo do pai. Não tinha para onde ir pois o aluguel do apartamento de alto valor que era dividido com a mãe, ficou pesado para ele que ganhava pouco, pagar. Pois bem, a família da moça, que era muito pobre porém honesta e cristã, acolheu Denis pois imaginavam que um rapaz na condição dele precisava mesmo de uma família acolhedora para ajudar-lhe a ser um bom homem. Ele arrumou um emprego temporário noturno num supermercado e estava feliz. Enchia a namorada de presentes. Queria também agradecer a família da moça dando-lhes presentes, apesar de ganhar pouco. Denis era também muito vaidoso. Cremes para os cabelos, para a pele, desodorantes caros, shampoos. Todos os dias chegava com mercadorias que para ele não condizia com o salário que ganhava. A mãe de Letícia foi percebendo e foi ficando desconfiada com tantos produtos aparecendo todos os dias. Denis era também muito ambicioso. Sentia uma vontade imensa de vencer. Mas sua intenção era vencer da maneira mais fácil e rápida que pudesse. Pois bem. A família de Letícia percebeu as atitudes erradas do rapaz e o chamou para uma conversa. Disse-lhe o pai da moça:
_ Olha, meu rapaz, estou muito desconfiado de suas atitudes aparecendo todos os dias com mercadorias vindas do super-mercado onde trabalha e não trazendo nota fiscal. Vou devolver-lhe tudo. Vou lhe dizer uma coisa. Você se deparou com uma família honesta que trabalha muito para obter tudo o que tem. Não vou permitir que entre pra minha família se não for um rapaz com o mesmo pensamento e de bom caráter. Saiba que minha filha é filha única e não vou deixar que nenhum forasteiro a faça de boba. Se quiser ser feliz com minha filha e ser bem acolhido nesta família terá que nos mostrar que tem boas intenções e que quer mudar de vida, agindo como um homem digno. Se não for assim, pode nos esquecer e partir pra bem longe. Sei perfeitamente que você foi mandado embora da outra empresa por justa causa e acolhi você mesmo assim pois minha filha havia me contado o triste destino com seus pais. Fiquei penalizado com sua situação pois uma família desestruturada como a sua deve ter prejudicado o seu caminho. Mas estou aqui dando-lhe esta chance de entrar para uma boa família. Somos pobres porém honestos e felizes. E posso garantir-lhe que vale a pena ser honesto e trabalhador. É pegar ou largar. Então o que vai ser? Você fica ou vai? Se for para ficar, terá que ser como nós, se não, vá embora e siga o seu caminho.
O rapaz ficou muito envergonhado pois não tinha como se defender. Estava mesmo sendo trapalhão. Queria agradecer a família comprando-lhes presentes caros mas estava pegando sem pagar. Denis não teve outra alternativa. Não tinha para onde ir. Claro que teria que "pegar". Não tinha outra opção. No início não foi fácil pra ele. Sem perfumes, sem shampoos caros, sem presentes, comida simples, arroz, feijão, ovo, salsicha, ônibus para o trabalho num calor intenso e desanimador, marmita, suor, dia após dia. Uma vida sacrificada e com poucos momentos de descanso. Anos após anos.
Vinte anos se passaram e nas lembranças de Denis que fez faculdade, formou-se em Administração e hoje trabalha numa empresa renomada, vieram as palavras de seu sogro, já falecido. Honestidade, família, felicidade. Ele pensou e agradeceu a Deus por ter se deparado com essas pessoas tão humildes e tão dignas. Pois foi graças a elas que hoje ele tem dois lindos filhos. Diana de dez anos e Lucas de oito anos. Letícia, uma esposa maravilhosa e dedicada, uma casa grande e bem construída, carro na garagem, trabalho bem remunerado. Sua sogra mora com eles e ajuda a tomar conta dos netos para os pais irem trabalhar.
E pensar que ele fora obrigado pelo pai de sua esposa, a aceitar toda a vida humilde que eles tinham para poder ser acolhido e permanecer na família. Toda a felicidade que ele sentia naquele momento de reflexão, começara ali. Naquele exato momento em que ele "PEGOU" não as mercadorias do super-mercado mas a oportunidade que seu sogro havia lhe dado de ser acolhido no seio de uma verdadeira família. Sua mãe biológica morreu de overdose num apartamento cujo aluguel não havia sido pago por seu amante havia meses. Seu pai, apesar de várias tentativas de entrar em contato, não quis saber de aproximação. A sua própria família biológica o havia dispensado mas, em seu caminho, uma outra família o recebera de braços abertos. E o havia ensinado o que é o amor. Que apesar dos percalços da vida, apesar da pobreza, devemos sim ser honestos, trabalhar e estudar com afinco. Família amorosa e felicidade foi o que ele encontrou nessa jornada. Benditos sejam todos aqueles que escolhem o caminho do bem, pensou ele. Agradeceu mais uma vez a Deus, beijou sua esposa e foi para o trabalho, feliz da vida.
Um rapaz chamado Denis, de vinte anos, cuja mãe buscou ser feliz com um homem nada bom, e o pai morava num estado distante e não tinha a menor intenção de ter contato com ele, cometeu um erro numa empresa e foi mandado embora por justa causa. Lá ele havia conhecido e apaixonou-se por uma mocinha de dezenove anos, muito bonita chamada Letícia. Ele envolveu Letícia na transação errada e a menina também acabou sendo pressionada a sair do emprego. Apesar do deslize, Denis foi apresentado a família da moça. Letícia contou pra família toda a vida do namorado com sua família. O abandono da mãe, o desprezo do pai. Não tinha para onde ir pois o aluguel do apartamento de alto valor que era dividido com a mãe, ficou pesado para ele que ganhava pouco, pagar. Pois bem, a família da moça, que era muito pobre porém honesta e cristã, acolheu Denis pois imaginavam que um rapaz na condição dele precisava mesmo de uma família acolhedora para ajudar-lhe a ser um bom homem. Ele arrumou um emprego temporário noturno num supermercado e estava feliz. Enchia a namorada de presentes. Queria também agradecer a família da moça dando-lhes presentes, apesar de ganhar pouco. Denis era também muito vaidoso. Cremes para os cabelos, para a pele, desodorantes caros, shampoos. Todos os dias chegava com mercadorias que para ele não condizia com o salário que ganhava. A mãe de Letícia foi percebendo e foi ficando desconfiada com tantos produtos aparecendo todos os dias. Denis era também muito ambicioso. Sentia uma vontade imensa de vencer. Mas sua intenção era vencer da maneira mais fácil e rápida que pudesse. Pois bem. A família de Letícia percebeu as atitudes erradas do rapaz e o chamou para uma conversa. Disse-lhe o pai da moça:
_ Olha, meu rapaz, estou muito desconfiado de suas atitudes aparecendo todos os dias com mercadorias vindas do super-mercado onde trabalha e não trazendo nota fiscal. Vou devolver-lhe tudo. Vou lhe dizer uma coisa. Você se deparou com uma família honesta que trabalha muito para obter tudo o que tem. Não vou permitir que entre pra minha família se não for um rapaz com o mesmo pensamento e de bom caráter. Saiba que minha filha é filha única e não vou deixar que nenhum forasteiro a faça de boba. Se quiser ser feliz com minha filha e ser bem acolhido nesta família terá que nos mostrar que tem boas intenções e que quer mudar de vida, agindo como um homem digno. Se não for assim, pode nos esquecer e partir pra bem longe. Sei perfeitamente que você foi mandado embora da outra empresa por justa causa e acolhi você mesmo assim pois minha filha havia me contado o triste destino com seus pais. Fiquei penalizado com sua situação pois uma família desestruturada como a sua deve ter prejudicado o seu caminho. Mas estou aqui dando-lhe esta chance de entrar para uma boa família. Somos pobres porém honestos e felizes. E posso garantir-lhe que vale a pena ser honesto e trabalhador. É pegar ou largar. Então o que vai ser? Você fica ou vai? Se for para ficar, terá que ser como nós, se não, vá embora e siga o seu caminho.
O rapaz ficou muito envergonhado pois não tinha como se defender. Estava mesmo sendo trapalhão. Queria agradecer a família comprando-lhes presentes caros mas estava pegando sem pagar. Denis não teve outra alternativa. Não tinha para onde ir. Claro que teria que "pegar". Não tinha outra opção. No início não foi fácil pra ele. Sem perfumes, sem shampoos caros, sem presentes, comida simples, arroz, feijão, ovo, salsicha, ônibus para o trabalho num calor intenso e desanimador, marmita, suor, dia após dia. Uma vida sacrificada e com poucos momentos de descanso. Anos após anos.
Vinte anos se passaram e nas lembranças de Denis que fez faculdade, formou-se em Administração e hoje trabalha numa empresa renomada, vieram as palavras de seu sogro, já falecido. Honestidade, família, felicidade. Ele pensou e agradeceu a Deus por ter se deparado com essas pessoas tão humildes e tão dignas. Pois foi graças a elas que hoje ele tem dois lindos filhos. Diana de dez anos e Lucas de oito anos. Letícia, uma esposa maravilhosa e dedicada, uma casa grande e bem construída, carro na garagem, trabalho bem remunerado. Sua sogra mora com eles e ajuda a tomar conta dos netos para os pais irem trabalhar.
E pensar que ele fora obrigado pelo pai de sua esposa, a aceitar toda a vida humilde que eles tinham para poder ser acolhido e permanecer na família. Toda a felicidade que ele sentia naquele momento de reflexão, começara ali. Naquele exato momento em que ele "PEGOU" não as mercadorias do super-mercado mas a oportunidade que seu sogro havia lhe dado de ser acolhido no seio de uma verdadeira família. Sua mãe biológica morreu de overdose num apartamento cujo aluguel não havia sido pago por seu amante havia meses. Seu pai, apesar de várias tentativas de entrar em contato, não quis saber de aproximação. A sua própria família biológica o havia dispensado mas, em seu caminho, uma outra família o recebera de braços abertos. E o havia ensinado o que é o amor. Que apesar dos percalços da vida, apesar da pobreza, devemos sim ser honestos, trabalhar e estudar com afinco. Família amorosa e felicidade foi o que ele encontrou nessa jornada. Benditos sejam todos aqueles que escolhem o caminho do bem, pensou ele. Agradeceu mais uma vez a Deus, beijou sua esposa e foi para o trabalho, feliz da vida.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
quarta-feira, 24 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Utilidade Pública:
Não se enganem com o anúncio da Di Cicco de FRETE GRÁTIS em letras garrafais na frente da loja da Av Adhemar de Barros. Prestem bem atenção e leiam as letras miúdas logo abaixo: em compras acima de R$3.000,00 (três mil reais). Comprei lá, semana passada e paguei R$18,00 (dezoito reais) pela entrega que tem um prazo de 07 dias úteis. E ainda entregaram uma peça errada! Consumidor bem informado, é consumidor satisfeito. Bem, paguei o valor do frete porque o valor das mercadorias estava com promoção boa. A relação custo benefício valeu a pena. Mas, fiquem atentos. Letras garrafais para anúncio de frete grátis e letras minúsculas para apenas em compras acima de três mil reais... que feio hein, Di Cicco?
Sou uma consumidora cansada de ser enganada. Tudo que eu puder fazer para alertas outros consumidores para que não caiam em armadilhas, como eu já caí em diversas, eu farei!
E digo mais, consumidores de todo o Brasil, leiam o código do consumidor. Fiquem atentos aos seus direitos! Nós somos feitos de bobos todos os dias por diversos setores do comércio, indústria, órgãos dos governos, enfim. Temos um instrumento de defesa e não o usamos! Temos também as redes sociais, que pelo menos pra mim, foi o que mais me ajudou a ser uma consumidora mais satisfeita e feliz! Vamos botar a boca no trombone toda vez que sentirmos os nossos direitos desrespeitados! E, aqui no Brasil, isso acontece a cada segundo, a cada piscar de olhos.
Enquanto não aprendermos a fazer valer os nossos direitos que estão garantidos por lei, seremos enganados por todos estes setores que citei acima. E quanto mais fizermos isso, menos dores de cabeça teremos e mais satisfeitos estaremos ao adquirir produtos e serviços, que em muitas vezes custam alto e pagamos com sacrifício.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
SOCORRO! A Assistência Técnica da Sony Vaio (Atendente Denise) me contactou, hoje, dia 25/06/2013, depois de longas e cansativas ligações repetindo várias vezes o número do protocolo (cada hora era um diferente), o número de identificação do aparelho (onze números), o número do modelo do aparelho, ouvir muitas e muitas vezes "Srª, aguarde um momento por favor que estou verificando a informação"!!! E o veredicto foi o seguinte, "Senhora, será necessário trocar a peça (teclado Notebook Sony Vaio SVE11115EBP) e custa, pasmem, R$ 400,00 (quatrocentos reais). Depois de me refazer do SUSTO, informei a ela que, apesar de saber que foi eu quem causou o defeito na peça e portanto sei que tenho que arcar com o valor, acho um ABSURDO o alto valor cobrado pois fiz uma pesquisa de mercado e o valor mais alto que tinha encontrado foi de R$200,00. Ela me disse que a peça é original de fábrica e que SÓ a Sony Vaio a tem! Estou indignada, passada! Não pode ser que um teclado de notebook custe tudo isso, mesmo sendo peça original de fábrica! Não sou advogada mas sei que cobrança abusiva de preços na reposição de peças originais de fábrica é ilegal. Espero que a Sony Vaio reveja esta cobrança pois pretendo recorrer aos meus direitos de consumidora no Procon!
Sony Vaio, DESISTO!!! Vou comprar outro notebook. Vocês não resolveram nada e ainda postam que esclareceram? O telefone postado só dá ocupado! Pois pra mim CHEGA! Sony Vaio NUNCA MAIS!!!! NUNCA MAIS!!! Estou furiosa!!! Joguei R$1300,00 no lixo! O pior é que ainda estou na 3ª das 10 prestações. Descaso total com o cliente! BAIXADA SANTISTA NÃO COMPREM SONY VAIO!!!
Prezados amigos clientes da Baixada Santista que não têm veículo próprio, um conselho: Não comprem notebook da Sony Vaio. Adquiri um em dezembro de 2012 e agora que necessito da assistência técnica deles, tive a DESAGRADÁVEL surpresa ao descobrir que só tem autorizada em Santo Andre, na região do ABC paulista. A primeira vez que liguei no número indicado no site me passaram um telefone da cidade de São Paulo. Liguei e me informaram que EU teria que enviar o notebook via sedex correios. Aí já fiquei preocupada pois um aparelho tão delicado e caro como um notebook viajando via sedex já inspira preocupação da forma como vai chegar ao destino. Depois liguei novamente na tentativa vã de outro endereço mais próximo da minha cidade que é Guarujá. A informação desta vez era a de que não tinha mais essa autorizada de São Paulo e sim da cidade de Santo André. Pois bem. Já estava desistindo pois enviei o notebook mesmo arriscando perder a garantia numa loja aqui mesmo da minha cidade. Surpresa desagradável de novo. Eles me disseram que o teclado só podia ser o original da Sony Vaio e que não o haviam encontrado para encomendar! Aí não teve jeito, liguei na autorizada de Santo André. Surpresa desagradável parte 3. A atendente disse que EU teria que contratar um motoboy aqui da cidade pois eles não aceitavam a entrega por Sedex pois os correios não garantem a integridade do aparelho na chegada. Ou que quando eu fosse "passear" na cidade, poderia estar levando-o até lá. Ou seja, trocando em miúdos: Vire-se, dê seu jeito, para trazer o aparelho aqui. E isso porque está na garantia. Agora estou aqui, com um aparelho de custo bem considerável, funcionando "meia boca". Bom. Uma coisa eu garanto: Nunca mais compro a marca Sony Vaio de produto nenhum pois não deram a mínima para a minha queixa. Que se dane eu. Agora já comprei e paguei mesmo, não é mesmo Sony Vaio? Problema meu se não está funcionando direito. Problema meu se paguei um valor bem alto, não é mesmo Sony Vaio? Problema meu se não tenho veículo para levá-lo até a autorizada! Consumidores da Baixada Santista, não comprem Sony Vaio pois se tiverem problemas e precisarem de assistência técnica, ficarão a ver navios!
quarta-feira, 27 de março de 2013
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